O feriadão de páscoa segue com grande variação nas condições do tempo e das ondas. Segundo os gráficos, o vento nordeste perde força na quinta-feira, garantindo melhor condição geral para o surf.
A sexta-feira começa com ventos fracos e direção terral, mas a condição não perdura. Para a tarde o vento nordeste volta a soprar de forma moderada prejudicando a formação das ondas.
No sábado, nova frente fria passa a atuar na costa gaúcha, trazendo vento sul forte e nova ondulação do mesmo quadrante. As ondas pequenas até então, aumentam para o domingo de páscoa, mas nada de muito significativo. O tempo melhora, o vento sul atua pela manhã, mas ao longo do dia ganha direção maral, soprando de leste.
A tendência para o feriadão é de ondas na faixa de 0,5m e melhores condições na parte da manhã. Segue a dica: surfista que acorda cedo, é surfista mais feliz.
Boa Páscoa, boas ondas!
Essa deve ser a palavra mais conhecida entre os surfistas de todo o mundo. Neguinho vive falando Aloha nas despedidas, como um tchau. “Até amanhã, brother. Aloha!”. Ela faz parte do vocabulário dos surfistas, se você falar Aloha para algum surfista, em quase toda parte do mundo, ele saberá que está se despedindo, como um “até mais” em uma língua mundial do surf. Isso é muito bom, claro. Porém, Aloha não é bem isso, não é uma despedida ou um cumprimento. É importante saber o que essa palavra havaiana carrega em sua essência, em seu sentido, uso e história.
Os nativos antigos que habitavam as ilhas havaianas tinham uma cultura muito rica, deslizar sobre as ondas em um objeto de madeira era uma atividade sagrada, e sua fé e crenças eram muito fortes. Dentro dessa fé, a natureza, o oceano, o universo, a alma e as pessoas eram muito valorizados, pois cada um tinha a sua importância para cada um, ou seja, a harmonia entre todos esses elementos era um estado de espírito que indicava perfeição, sincronia, caminho seguindo corretamente, significava que Deus está feliz. O havaiano antigo se preocupava com todos esses fatores que faziam parte da sua vida e cultura, valorizava-os quando tudo estava indo bem e preocupava-se quando algo estava “estranho”, buscando uma explicação e um entendimento para aquilo. O amor sempre era a ferramenta mais eficaz e importante para compreender a desarmonia dos elementos da natureza (e o homem se inclui aí), e também era a justificativa para as coisas que estavam em harmonia.




