O primeiro povo a deslizar sobre as ondas foi o polinésio. Exímios pescadores, os melhores mergulhadores do mundo e habilidosos construtores de barcos, os polinésios tinham necessidade de trabalhar no mar e viver dele, sob quaisquer condições, quando o mar estivesse calmo ou com muitas ondas. Por isso, eles desenvolveram barcos especiais para que pudessem voltar à terra com a ajuda das ondas. Dizem que, o rei Tahito, conhecido por Moiheka, foi o primeiro polinésio surfista que chegou ao Hawaii, porém, em 1778 quando o navegador James Cook descobriu o arquipélago, ele afirmou que já existiam surfistas nas ilhas.Até o início do século 20 o esporte permaneceu por baixo, até conhecer Duke Paoa Kahanamoku, que manteve o surf verdadeiramente vivo graças a sua persistência de praticar o esporte dos reis. Até então, o mundo não tinha idéia do que era o Hawaii, muito menos o surf, entretanto nas
Duke, começou a tirar proveito de sua fama, para beneficiar as coisas que mais amava, o solo havaiano, seu povo e o surf.
No Brasil, as primeiras pranchas, chamadas “tábuas havaianas”, foram trazidas por turistas. A história começa em 1938, com a provavelmente primeira prancha brasileira, feita pelos paulistas Osmar Gonçalves, João Roberto e Júlio Putz, a partir de uma matéria de uma revista americana, que dava as medidas e o tipo de madeira a ser usada, esta pesava 80Kg e media 3,6m.
Daí pra frente, as pranchas e o surf só evoluíram, em 1962, enquanto no Rio, o Sr Moacir criou uma técnica para dar envergadura aos pranchões, em São Paulo, Homero Naldinho, com 14 anos, fazia suas madeirites, que mediam 2,2m, o tamanho das mini models, que surgiram em somente 1967, pois as placas de madeirite tinham esse tamanho. Em 1965, o Cel. Parreiras fundou a primeira fábrica de pranchas do Brasil: A São Conrado Surfboard, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano aconteceu o primeiro campeonato brasileiro de Surf. Em 1970, o surf explodiu, e a moda era shapear a própria prancha. Os anos 70 e 80 foram famosos pelos festivais de surf em Saquarema, Ubatuba e no sul do país.
Em 1987, o Brasil teve seu primeiro circuito brasileiro com 05 etapas. A partir daí, o surf não parou mais de crescer no país. Em 1988, o paraibano Fábio Gouveia foi campeão mundial amador, em Porto Rico, abrindo as portas para os competidores brasileiros no cenário mundial.
No WCT, tivemos nosso melhor resultado em 1999, com o carioca Victor Ribas,
Quanto aos campeonatos brasileiros, o surfista mais vezes campeão foi o paranaense Peterson Rosa, que sagrou-se campeão três vezes, em 1994, 1999 e 2000, seguido de três surfistas com dois títulos cada, Jojó de Olivença, 1988 e 1992, Tinguinha Lima, 1990 e 1993 e Ricardo Toledo, 1991 e 1995.
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